A equipe técnica do Parque Ecológico Municipal Engenheiro Cid Almeida Franco, conhecido como Zoo Americana, realizou nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, uma ação preventiva de vermifugação em três antas e um hipopótamo.
O procedimento faz parte dos cuidados sanitários adotados pelo zoológico para controlar parasitas e preservar a saúde e o bem-estar dos animais mantidos na instituição.
A administração dos medicamentos foi acompanhada pela médica-veterinária Michelle Falcade Forti, que destacou a tranquilidade do manejo e a colaboração dos animais durante a atividade.
Além das antas e do hipopótamo, outras espécies do Parque Ecológico vêm recebendo tratamentos preventivos contra parasitas desde setembro.
Antas receberam medicamento com bananas; hipopótamo, com capim
O procedimento realizado nesta terça-feira foi adaptado às características e aos hábitos alimentares dos animais.
No caso das três antas (Tapirus terrestris), a equipe ofereceu o medicamento junto com bananas. Já o hipopótamo (Hippopotamus amphibius) recebeu a medicação misturada ao capim, alimento que aceitou prontamente.
Após o procedimento, o hipopótamo também recebeu frutas como recompensa.
Segundo a médica-veterinária Michelle Falcade Forti, a aproximação dos profissionais ocorreu sem dificuldades.
“Os animais permitem a aproximação, o que facilitou o manejo. No caso das antas, que apresentam comportamento dócil, o medicamento foi oferecido junto com bananas”, explicou.
A profissional acrescentou que a administração do antiparasitário ao hipopótamo também foi realizada de maneira tranquila.
A estratégia permitiu que os medicamentos fossem oferecidos por via oral, utilizando alimentos aceitos pelos animais.
Zoológico mantém programa preventivo de controle de parasitas
As ações de vermifugação integram uma rotina de monitoramento e cuidados sanitários no Parque Ecológico de Americana.
Segundo a diretora da Unidade do Parque Ecológico, a bióloga Silvia Maria de Campos Machado Ortolano, a equipe desenvolve tratamentos preventivos em diferentes espécies.
“Estamos realizando um trabalho de controle de parasitas em diversos animais do zoológico. Buscamos garantir que os animais tenham a melhor qualidade de vida possível aqui”, afirmou.
O trabalho busca reduzir riscos à saúde dos animais e contribuir para a manutenção de condições adequadas de bem-estar dentro da instituição.
Além da vermifugação, o zoológico realiza medidas de prevenção e controle de ectoparasitas, como pulgas e carrapatos.
Lobo-guará, quatis e tamanduás também receberam tratamento
Desde setembro, o Parque Ecológico realizou tratamentos contra ectoparasitas em diferentes mamíferos.
De acordo com a equipe técnica, foram contemplados:
1 lobo-guará;
2 cachorros-do-mato;
5 raposas-do-campo;
2 tamanduás-bandeira;
1 mangusto-listrado;
5 quatis.
Ao todo, a relação divulgada reúne 16 animais submetidos a tratamentos contra ectoparasitas nesse período.
Os ectoparasitas são organismos que vivem na superfície do corpo dos hospedeiros, como pulgas e carrapatos.
Segundo o Parque Ecológico, esses parasitas podem chegar aos zoológicos urbanos por meio de animais de vida livre ou de espécies adaptadas ao ambiente das cidades, conhecidas como sinantrópicas.
Entre os exemplos citados estão ratos, pombos e morcegos.
Oito pequenos primatas foram medicados em setembro
O programa de cuidados sanitários também contemplou pequenos primatas mantidos no Zoo Americana.
Em setembro, oito indivíduos receberam medicação preventiva contra parasitas.
Os animais pertencem a cinco espécies: mico-leão-de-cara-dourada, sagui-de-tufos-pretos, sagui-de-tufos-brancos, sauim-de-coleira e mico-leão-dourado.
Segundo a equipe técnica, os procedimentos seguem protocolos específicos de manejo e bem-estar animal.
As atividades podem incluir captura individualizada, contenção física com luvas de couro, pesagem, avaliação clínica geral e administração oral de antiparasitários.
O acompanhamento permite que os profissionais avaliem as condições de saúde dos animais e realizem os cuidados necessários.
Cuidados veterinários também contribuem para a conservação das espécies
A médica-veterinária Michelle Falcade Forti destacou que os procedimentos sanitários fazem parte de um conjunto mais amplo de cuidados realizados pelos zoológicos.
Além da atenção à saúde individual dos animais, essas instituições podem participar de iniciativas de conservação de espécies ameaçadas.
Como exemplo, a profissional citou o mico-leão-dourado, espécie associada à conservação da Mata Atlântica.
Segundo Michelle, o trabalho conjunto de zoológicos e da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) contribuiu para a recuperação populacional da espécie.
A veterinária mencionou uma estimativa de aproximadamente 4.800 indivíduos em vida livre, como referência aos resultados dos esforços de conservação.
A informação foi apresentada pela profissional no comunicado, sem detalhamento da data ou da metodologia dessa estimativa.
Secretaria de Meio Ambiente destaca acompanhamento veterinário
A secretária municipal de Meio Ambiente, Andréa Cristina Gonçales, ressaltou a importância da atualização das práticas adotadas pela equipe técnica.
“A equipe técnica do Parque Ecológico procura estar sempre atenta ao que há de mais moderno na medicina veterinária para que os animais do zoológico sejam bem cuidados”, afirmou.
Os procedimentos realizados com as antas e o hipopótamo integram essa rotina de prevenção, que também contempla animais de diferentes grupos mantidos no parque.
O comunicado não informa a identificação de doenças nos quatro animais medicados nesta terça-feira. A ação foi apresentada pela instituição como um procedimento de caráter preventivo.
Resumo dos cuidados realizados no Zoo Americana
Instituição: Parque Ecológico Municipal Engenheiro Cid Almeida Franco — Zoo Americana.
Cidade: Americana (SP).
Data da ação mais recente: 20 de outubro de 2026.
Animais submetidos à vermifugação nesta terça-feira: três antas e um hipopótamo.
Administração dos medicamentos: por via oral, com alimentos.
Tratamentos contra ectoparasitas desde setembro: 16 animais de seis espécies, conforme a relação divulgada.
Primatas que receberam medicação preventiva em setembro: oito indivíduos de cinco espécies.
Médica-veterinária responsável pelo acompanhamento da ação: Michelle Falcade Forti.
Diretora da unidade: Silvia Maria de Campos Machado Ortolano.
Órgão responsável: Prefeitura de Americana, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
O conjunto de procedimentos faz parte dos cuidados veterinários destinados à saúde, à prevenção de parasitas e ao bem-estar dos animais do zoológico.
Fonte Prefeitura de Americana — Parque Ecológico Municipal e Secretaria de Meio Ambiente. João Coutinho (MTb 35.570).
