terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Cidades · Campinas

Campinas lança cartilha para criação de hortas comunitárias e realiza workshop no Campo Grande

Workshop no Jardim Florence orientou instituições e lideranças do Campo Grande sobre hortas comunitárias. Cartilha traz dicas de cultivo, acessibilidade e contatos para apoio técnico.

Crédito: Divulgação/Assistência Social Profissionais de serviços públicos e lideranças do Campo Grande participam do workshop sobre hortas comunitárias no Jardim Florence
Crédito: Divulgação/Assistência Social Profissionais de serviços públicos e lideranças do Campo Grande participam do workshop sobre hortas comunitárias no Jardim Florence

A Prefeitura de Campinas realizou, nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, um workshop para orientar a implantação de hortas comunitárias na região do Campo Grande, na área Noroeste da cidade. O encontro reuniu profissionais de serviços públicos e lideranças comunitárias na Horta Piloto “Cultivando no Florence”, localizada no Jardim Florence.

Durante a atividade, os participantes receberam a cartilha “Cultivando Espaços”, desenvolvida para ajudar escolas, centros de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e outras instituições a iniciar projetos de agricultura urbana.

O material apresenta orientações sobre mobilização da comunidade, escolha do terreno, preparação dos canteiros, técnicas de cultivo e acesso a serviços que podem fornecer mudas, insumos e assistência técnica.

A iniciativa foi promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, por meio do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional, em parceria com a MRV Engenharia e a organização de agricultura urbana Pé de Feijão.

Workshop ensina a planejar e montar hortas comunitárias

O encontro foi destinado a instituições e organizações sociais do Campo Grande que já haviam demonstrado interesse em desenvolver hortas comunitárias.

Na parte prática, a equipe da Pé de Feijão orientou os participantes sobre o planejamento de três canteiros consorciados, técnica que permite cultivar diferentes espécies lado a lado para aproveitar melhor o espaço disponível.

O primeiro canteiro foi planejado para receber berinjela, açafrão e alface. O segundo reuniu alface e coentro, enquanto o terceiro foi destinado ao cultivo de chicória e salsinha.

Os participantes também acompanharam uma demonstração sobre o espaçamento adequado entre mudas, utilizando exemplares de alface dispostos no chão.

A atividade teve como objetivo apresentar técnicas que podem ser aplicadas em hortas de instituições públicas e espaços comunitários.

“Uma horta comunitária produz comida perto de quem precisa e pode funcionar na escola, no posto de saúde, no Cras ou num terreno do bairro”, afirmou a secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro.

Cartilha mostra como começar uma horta do zero

Um dos principais assuntos abordados no guia “Cultivando Espaços” é a importância de envolver os moradores desde o início do projeto.

A orientação é identificar instituições e grupos que já atuam na região, como escolas, unidades de saúde, igrejas, associações de moradores e hortas existentes.

Depois desse levantamento, os organizadores podem promover uma reunião aberta para apresentar a proposta, ouvir sugestões e identificar pessoas interessadas em participar.

Para facilitar a divulgação das atividades, a cartilha recomenda a utilização de diferentes formatos de comunicação.

Nos grupos de WhatsApp, por exemplo, a sugestão é compartilhar uma imagem de convite acompanhada de um texto curto e de uma mensagem de áudio com as mesmas informações, facilitando o acesso de pessoas com dificuldades de leitura.

Como organizar o trabalho para manter a horta funcionando

A continuidade do projeto também é abordada na cartilha.

Segundo o material, é importante definir uma pessoa de referência para facilitar a comunicação entre os participantes e organizar encontros em dias e horários fixos.

A recomendação é realizar reuniões preferencialmente semanais, durante a manhã, quando as temperaturas costumam ser mais amenas.

Outra orientação é estabelecer um calendário de responsabilidades para tarefas como regar as plantas e cuidar dos canteiros.

O guia também sugere manter um caderno de registros, anotando as espécies plantadas, as colheitas realizadas e os materiais utilizados na adubação.

A medida permite que as informações sejam compartilhadas entre os integrantes e não fiquem concentradas em apenas uma pessoa.

Local precisa ter sol, água e condições seguras para o cultivo

A escolha do espaço é uma das etapas fundamentais para a implantação de uma horta comunitária.

De acordo com a cartilha, o local deve receber, em geral, pelo menos quatro a seis horas de luz solar direta por dia e ter um ponto de água próximo.

Também é necessário observar as condições do solo.

Em áreas com suspeita de contaminação, como terrenos próximos a postos de combustíveis, oficinas mecânicas, depósitos irregulares de resíduos ou esgoto, o guia recomenda evitar o plantio diretamente no chão.

Nessas situações, a alternativa indicada é utilizar caixotes, vasos grandes ou canteiros elevados, preenchidos com terra de procedência confiável.

O material menciona atenção especial a terrenos situados a até 500 metros de postos de gasolina, como medida preventiva para avaliar possíveis riscos.

Cartilha também orienta sobre acessibilidade

O planejamento dos canteiros deve considerar a facilidade de manutenção e a circulação das pessoas.

Para canteiros construídos diretamente no solo, a cartilha recomenda largura máxima de 80 centímetros, facilitando o alcance das plantas.

Os caminhos entre os canteiros devem ter pelo menos 50 centímetros.

Quando o espaço for utilizado por pessoas com mobilidade reduzida ou que usam cadeira de rodas, o guia orienta prever caminhos de no mínimo 90 centímetros e espaço de 1,20 metro nas curvas, considerando as recomendações de acessibilidade indicadas no material.

A orientação geral é começar com uma estrutura pequena e ampliar o projeto conforme a participação da comunidade.

Agricultura urbana aproveita materiais disponíveis na vizinhança

A cartilha segue princípios da agroecologia, incentivando práticas de cultivo que valorizam a conservação do solo, a diversidade das plantas e a produção sem uso de agrotóxicos ou adubos químicos sintéticos.

O guia também estimula o aproveitamento de materiais disponíveis no próprio bairro.

Folhas recolhidas durante a limpeza de áreas externas, capim e restos de poda podem ser utilizados na compostagem e na cobertura do solo, desde que os materiais sejam adequados para esse uso.

Outra possibilidade é estabelecer parcerias com moradores que criam galinhas, buscando fontes de esterco para a produção de adubo.

O material ainda indica conteúdos gratuitos para aprofundamento, como as fichas agroecológicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Horta do Jardim Florence integra programa municipal

A Horta Piloto “Cultivando no Florence”, onde ocorreu o workshop, é uma experiência do Programa Campinas Solidária e Sustentável.

Criada por lei municipal em 2021, a iniciativa incentiva a agricultura urbana, o cultivo de alimentos dentro da cidade e atividades agrícolas em áreas de transição para a zona rural.

O espaço do Jardim Florence é cuidado pela Associação Horta Flor de Girassol.

Na realização do workshop, a Prefeitura disponibilizou a horta e mobilizou os serviços públicos e as lideranças locais.

A parceria com a MRV Engenharia ocorreu por meio do programa Vizinho do Bem. A empresa contratou a organização Pé de Feijão, responsável pela elaboração da cartilha e pela condução da oficina.

Moradores de Campinas podem solicitar apoio para criar hortas

O Programa Campinas Solidária e Sustentável atende interessados de diferentes regiões da cidade.

Pessoas e organizações que já cultivam alimentos ou desejam iniciar uma horta podem se cadastrar para solicitar apoio.

Entre as possibilidades estão orientação técnica, capacitação, fornecimento de mudas, insumos, ferramentas e auxílio para regularização da área.

O atendimento e a disponibilização de materiais dependem das condições e dos recursos disponíveis no programa.

Contatos do Campinas Solidária e Sustentável:

Telefone: (19) 3746-2483.

WhatsApp: (19) 98437-4018.

E-mail: campinas.solidariasustentavel@campinas.sp.gov.br.

Onde conseguir composto e assistência técnica?

Além do programa municipal, a cartilha apresenta outras instituições e serviços que podem apoiar projetos de agricultura urbana.

Uma das opções mencionadas é a Usina Verde de Compostagem, localizada na Avenida Cônego Antônio Roccato, 2.430, nas proximidades do Cemitério dos Amarais.

O local transforma resíduos orgânicos em composto que pode ser utilizado em atividades agrícolas e na manutenção de áreas verdes.

De acordo com as orientações divulgadas, para retirar menos de seis sacos de composto, os interessados podem procurar a portaria, levando seus próprios sacos para preenchimento.

Para quantidades superiores a seis sacos, a solicitação deve ser feita por e-mail, cujo endereço não foi informado no comunicado.

O telefone de contato da Usina Verde é (19) 3733-7419.

Outra instituição mencionada é a Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A Cati oferece assistência técnica a agricultores, inclusive em iniciativas de hortas comunitárias urbanas, e mantém em Campinas o Centro de Educação Ambiental Fazendinha Feliz, que recebe visitas de grupos e escolas.

O Instituto Agronômico (IAC) também aparece entre as referências indicadas no material, com atividades relacionadas à oferta de cursos e sementes.

A disponibilidade dos serviços, insumos e atendimentos deve ser confirmada previamente junto às instituições.

Como participar do Programa Campinas Solidária e Sustentável?

Quem deseja iniciar uma horta comunitária pode entrar em contato com o programa municipal para obter informações sobre cadastro e solicitação de apoio.

A iniciativa é voltada a pessoas e organizações de diferentes regiões de Campinas, não apenas aos moradores do Campo Grande.

Serviço — Apoio à criação de hortas comunitárias

Programa: Campinas Solidária e Sustentável.

Responsável: Prefeitura de Campinas — Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social.

Objetivo: incentivar a agricultura urbana e apoiar a implantação e manutenção de hortas comunitárias.

Telefone: (19) 3746-2483.

WhatsApp: (19) 98437-4018.

E-mail: campinas.solidariasustentavel@campinas.sp.gov.br.

Apoio disponível: orientação técnica, capacitação, mudas, insumos, ferramentas e auxílio para regularização de áreas, conforme disponibilidade.

Usina Verde de Compostagem: Avenida Cônego Antônio Roccato, 2.430, Campinas.

Telefone da Usina Verde: (19) 3733-7419.

O cadastro e os pedidos de orientação podem ser realizados pelos contatos informados pela Prefeitura.

Fonte Prefeitura de Campinas — Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social