Dengue em Campinas: 26 bairros estão em alerta de alto risco; veja a lista completa
Levantamento divulgado em 22 de outubro pela Secretaria de Saúde identifica áreas que exigem atenção contra o mosquito Aedes aegypti. Cidade somava 4.151 casos confirmados até o dia 19.
A Prefeitura de Campinas identificou 26 bairros com alto risco de transmissão da dengue, de acordo com o 42º Alerta Arboviroses de 2026, divulgado na quinta-feira, 22 de outubro.
As áreas estão distribuídas pelas regiões Leste, Noroeste, Norte, Sudoeste, Sul e Suleste do município. O objetivo do alerta é reforçar a prevenção, orientar os moradores e intensificar o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Campinas contabilizava 4.151 casos confirmados da doença entre 1º de janeiro e 19 de outubro de 2026.
Na data de divulgação do levantamento, a cidade não havia registrado óbitos por dengue neste ano.
Confira os 26 bairros com alto risco de dengue em Campinas
O levantamento divulgado pela Prefeitura identificou as seguintes áreas:
Região Leste — 4 bairros
Vila Miguel Vicente Cury
Vila Costa e Silva
Parque Taquaral
Bosque
Região Noroeste — 7 bairros
Jardim Maracanã
Jardim Metonópolis
Parque Valença I
Parque Valença II
Jardim Lisa
Residencial Colina das Nascentes
Residencial São Luís
Região Norte — 2 bairros
Cidade Universitária I
Jardim Eulina
Região Sudoeste — 3 bairros
Jardim Melina I
Jardim Rosalina
DIC VI
Região Sul — 4 bairros
Parque Oziel
Jardim Monte Cristo
Jardim do Lago Continuação
Jardim Campo Belo
Região Suleste — 6 bairros
São Bernardo
Jardim Baronesa
Jardim Proença
Jardim Guarani
Jardim Paranapanema
Jardim São Fernando
Ao todo, são 26 bairros ou áreas indicados no alerta municipal.
A Secretaria de Saúde ressalta que o levantamento também deve servir de referência para bairros menores próximos às regiões mencionadas.
Além disso, os cuidados preventivos continuam necessários em toda a cidade, inclusive nas áreas que apareceram em alertas anteriores e não foram incluídas na edição de 22 de outubro.
Campinas registra 4.151 casos confirmados em 2026
O balanço epidemiológico divulgado pela Prefeitura aponta 4.151 casos confirmados de dengue entre 1º de janeiro e 19 de outubro.
Até a publicação do alerta, em 22 de outubro, não havia registro de mortes pela doença no município em 2026.
Os dados apresentados correspondem ao período informado pela Secretaria de Saúde e podem sofrer atualizações em novos boletins.
A classificação dos bairros considera diferentes indicadores, incluindo a incidência de casos, a identificação de novas transmissões e características das regiões monitoradas.
Também entram na avaliação fatores como a densidade populacional e a necessidade de reforçar visitas em imóveis onde as equipes não conseguiram acesso.
O alerta, portanto, não representa apenas uma contagem de casos em cada bairro, mas uma avaliação de risco utilizada para direcionar a prevenção.
Prefeitura realizou mais de 1,3 milhão de visitas a imóveis
Campinas mantém ações de combate à dengue com visitas domiciliares, orientações educativas e eliminação de possíveis criadouros.
Segundo a Prefeitura, entre 1º de janeiro e 30 de setembro de 2026 foram realizadas 1.361.868 visitas a imóveis voltadas ao controle de criadouros e à educação da população.
No mesmo período, foram contabilizadas 53.382 visitas a imóveis para aplicação de inseticida por nebulização costal.
O município utiliza diferentes equipes nas atividades de prevenção, incluindo agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e trabalhadores de empresa contratada para ações contra arboviroses.
Durante as visitas, os profissionais orientam os moradores sobre a identificação e a eliminação de locais que possam acumular água.
A Prefeitura também mantém uma estrutura de articulação para o enfrentamento dessas doenças. Criado em 2015, o comitê municipal de prevenção passou a ser denominado Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses em 2023.
Maioria dos criadouros pode estar dentro das residências
A Secretaria de Saúde destaca que o combate à dengue depende da participação dos moradores.
Segundo levantamento citado da Secretaria de Estado da Saúde, aproximadamente 80% dos criadouros estão dentro dos imóveis residenciais.
Por isso, a recomendação é verificar regularmente os locais que podem acumular água parada, principalmente recipientes e objetos encontrados em quintais, jardins e áreas de serviço.
Entre os principais cuidados estão:
Evitar água acumulada em pneus, latas, baldes e recipientes;
Manter caixas-d'água devidamente vedadas;
Retirar os pratinhos de vasos de plantas ou limpá-los com bucha, água e sabão a cada sete dias;
Trocar regularmente a água de recipientes usados no cultivo de plantas;
Manter vasos sanitários sem uso com a tampa fechada;
Descartar corretamente resíduos e objetos que possam acumular água.
Essas medidas ajudam a reduzir os locais utilizados pelo mosquito para depositar ovos e se reproduzir.
Como identificar os agentes de combate à dengue?
As visitas domiciliares fazem parte das estratégias utilizadas pela Prefeitura para orientar a população e eliminar criadouros.
Os profissionais que atuam no município podem pertencer às equipes de agentes comunitários de saúde, controle ambiental ou empresa contratada.
A Prefeitura disponibiliza orientações para que os moradores saibam reconhecer os trabalhadores autorizados, incluindo informações sobre uniformes, crachás e contatos.
O material oficial pode ser consultado no endereço:
https://www.campinas.sp.gov.br/noticias/uniformes-crachas-e-telefones-saiba-identificar-agentes-da-saude-nas-visitas-domiciliares-145517
Em caso de dúvida sobre a identificação de um profissional, o morador deve buscar confirmação pelos canais oficiais de saúde do município.
Prevenção deve continuar em todos os bairros
Embora o levantamento tenha destacado 26 áreas de maior risco, a Secretaria de Saúde ressalta que a prevenção não deve ficar restrita aos bairros indicados.
A presença de possíveis criadouros em imóveis de qualquer região pode favorecer a reprodução do mosquito e a transmissão de doenças.
O monitoramento municipal é atualizado periodicamente para orientar ações de controle e ampliar a comunicação com a população.
A recomendação é que os moradores mantenham a atenção durante todo o ano, realizando inspeções frequentes nos imóveis e eliminando qualquer recipiente que possa acumular água.
Resumo — Dengue em Campinas
Levantamento: 42º Alerta Arboviroses de 2026.
Divulgação: 22 de outubro de 2026.
Bairros com alto risco: 26.
Casos confirmados: 4.151, de 1º de janeiro a 19 de outubro.
Óbitos em 2026: nenhum registrado até a divulgação do alerta.
Visitas para controle de criadouros e educação: 1.361.868, entre janeiro e setembro.
Visitas para nebulização costal: 53.382, no mesmo período.
Transmissor da dengue: mosquito Aedes aegypti.
Principal orientação: eliminar recipientes com água parada e permitir, após identificação adequada, o trabalho das equipes de prevenção.
O alerta reforça que o combate à dengue exige tanto as ações do poder público quanto a participação dos moradores na eliminação de criadouros.
Fonte Prefeitura de Campinas — Secretaria Municipal de Saúde. 42º Alerta Arboviroses, publicado em 22 de outubro de 2026, às 15h41.
