quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Cidades · Campinas

Chuva acima da média aumenta buracos nas ruas e pressiona manutenção em Campinas

Campinas acumulou 804 milímetros de chuva entre janeiro e setembro de 2026, quase 30% a mais que no mesmo período do ano passado. O excesso de água acelera a deterioração do asfalto e pode fazer a demanda por tapa-buracos dobrar.

Tapa-buracos feito na manhã desta quarta-feira, 14, na marginal da avenida Engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza, Jardim São Vicente (Crédito: Carlos Bassan)
Carlos Bassan

O excesso de chuva registrado em Campinas ao longo de 2026 está afetando diretamente as condições do asfalto e aumentando a necessidade de manutenção das ruas. Entre janeiro e setembro, a cidade acumulou 804 milímetros de chuva. No mesmo período de 2025, foram 619 milímetros, diferença de aproximadamente 29,8%. Com mais água infiltrando nas fissuras do pavimento, buracos podem surgir com maior rapidez, principalmente em vias que já apresentam desgaste. Setembro teve chuva muito acima do normal O cenário ficou mais intenso em setembro. Dados do Cepagri, da Unicamp, apontam aproximadamente 322 milímetros de chuva no mês, contra uma média histórica de 62 milímetros. Isso representa um volume mais de cinco vezes superior à média mensal. Na comparação com setembro de 2025, quando foram registrados 48 milímetros, a quantidade de chuva deste ano foi quase sete vezes maior. E outubro também começou com acumulados elevados: apenas nos primeiros 12 dias foram 139,2 milímetros, volume superior aos 117 milímetros registrados durante todo o mês de outubro do ano passado. Por que a chuva cria mais buracos? Quando a água entra por pequenas fissuras ou trincas, ela consegue atingir as camadas que sustentam o pavimento. Essa infiltração enfraquece a base da via. Com a passagem constante de carros, ônibus e caminhões sobre o asfalto molhado, a pressão exercida pode acelerar o rompimento da camada superficial e ampliar os danos já existentes. O resultado pode aparecer primeiro como pequenas rachaduras e, com o tempo, evoluir para buracos maiores. Chuva também dificulta o próprio reparo O excesso de água não apenas contribui para o surgimento dos buracos. Ele também atrapalha a manutenção. O tapa-buracos funciona melhor com o pavimento seco, porque a umidade pode prejudicar a aderência do material utilizado no reparo. Quando há água na base, a compactação também pode ficar comprometida, reduzindo a durabilidade do serviço. Por isso, períodos de chuva prolongada acabam criando um problema duplo: mais buracos aparecem e, ao mesmo tempo, há menos condições ideais para repará-los. Campinas tapa cerca de 13 mil buracos por mês Em condições normais, as equipes municipais realizam aproximadamente 13 mil reparos por mês. Com as chuvas recentes, a Prefeitura estima que essa demanda possa chegar ao dobro. Campinas conta atualmente com 12 equipes de tapa-buracos que atuam em diferentes regiões da cidade. Além da massa asfáltica quente utilizada nos reparos tradicionais, cerca de 3 mil sacos de massa fria estão sendo usados para intervenções menores e emergenciais. Vias com maior circulação têm prioridade Nem todos os buracos são atendidos ao mesmo tempo. Entre os critérios de prioridade estão vias com fluxo intenso de veículos, corredores utilizados por ônibus e trechos próximos a unidades de saúde e instituições de ensino. A estratégia busca concentrar primeiro os trabalhos nos pontos em que o dano ao pavimento pode causar maior impacto à circulação e à segurança. Fonte Informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Defesa Civil de Campinas e Cepagri/Unicamp.