Campinas promove educação alimentar em serviços de acolhimento com projeto “Cores que Alimentam”
Iniciativa reuniu 16 pessoas em três unidades municipais durante outubro e destacou a importância de variar frutas, verduras, legumes e outros alimentos para uma alimentação equilibrada.
A Prefeitura de Campinas realizou, durante outubro de 2026, rodas de conversa sobre alimentação saudável em três serviços municipais de acolhimento. A iniciativa, chamada “Cores que Alimentam”, reuniu 16 participantes e abordou como a diversidade de alimentos pode contribuir para uma alimentação mais nutritiva e equilibrada.
As atividades foram promovidas pelo Setor de Nutrição e Educação Alimentar e Nutricional, vinculado ao Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social.
Os encontros foram conduzidos pela nutricionista Natalya de Souza Borges, que apresentou orientações sobre a importância de incluir diferentes tipos de alimentos nas refeições, respeitando as necessidades, os hábitos e as preferências de cada pessoa.
Atividades ocorreram em três serviços de acolhimento
As rodas de conversa foram realizadas em unidades que atendem públicos com diferentes necessidades sociais.
Participaram pessoas acolhidas na Residência Inclusiva Renascer, destinada a jovens e adultos com deficiência; no Centro Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente (CMPCA); e no Serviço de Atenção e Resgate à Mulher (Sara-M).
O Sara-M oferece acolhimento a mulheres em situação de violência doméstica e seus filhos e funciona em endereço sigiloso para preservar a segurança das pessoas atendidas.
Ao reunir diferentes públicos, a iniciativa buscou aproximar o conhecimento sobre nutrição da rotina dos participantes, incentivando escolhas alimentares mais conscientes.
A secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro, destacou que a alimentação também faz parte do cuidado oferecido pelos serviços.
“No acolhimento, a refeição faz parte do cuidado. Quando as pessoas entendem por que vale variar o prato, elas participam mais das escolhas do dia a dia e levam esse hábito para a vida depois que saem do serviço”, afirmou.
Segundo a secretária, as orientações devem respeitar a cultura alimentar, os gostos e as necessidades individuais.
Por que variar as cores dos alimentos faz diferença?
Durante os encontros, os participantes conversaram sobre alimentos de diferentes cores, como vermelho, amarelo, laranja, verde, branco, roxo e marrom.
Essa diversidade pode ser encontrada em frutas, verduras, legumes, cereais e leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico.
Segundo as orientações apresentadas, diferentes alimentos fornecem nutrientes importantes para o organismo, incluindo vitaminas, minerais, fibras, proteínas e carboidratos.
As cores de frutas, verduras e legumes estão relacionadas, em parte, à presença de pigmentos naturais e outros compostos que podem trazer benefícios à saúde.
Por isso, variar os alimentos consumidos ajuda a ampliar a diversidade de nutrientes presentes na alimentação.
Entretanto, a orientação não significa que cada cor corresponda a um benefício exclusivo ou que seja necessário incluir todas as cores em uma única refeição.
O mais importante é manter uma alimentação variada ao longo do dia e da semana, conforme as possibilidades e necessidades de cada pessoa.
Alimentação saudável não depende de um prato com todas as cores
Outro ponto abordado nas atividades foi a importância de priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.
Entre os exemplos estão frutas, legumes, arroz, feijão e ovos.
Esses alimentos podem fazer parte de refeições equilibradas e acessíveis, respeitando os costumes e a disponibilidade de produtos em cada contexto.
A equipe de nutrição destacou que não existe uma única combinação de cores capaz de garantir todos os nutrientes necessários.
Uma alimentação adequada depende da variedade, das quantidades consumidas, das necessidades individuais e do conjunto das refeições realizadas ao longo do tempo.
A proposta do “Cores que Alimentam” foi apresentar essas informações de maneira simples e aplicável à rotina dos participantes.
Educação alimentar integra política de segurança alimentar de Campinas
As rodas de conversa fazem parte das ações de Educação Alimentar e Nutricional desenvolvidas pela Prefeitura de Campinas.
O trabalho integra a Política de Segurança Alimentar e Nutricional, voltada à garantia de acesso regular a alimentos suficientes e de qualidade.
No município, as atividades são realizadas por equipes intersetoriais e multiprofissionais, reunindo profissionais de diferentes áreas e órgãos públicos.
A proposta é incentivar mudanças possíveis no cotidiano e contribuir para a construção de hábitos alimentares mais saudáveis entre crianças, adolescentes e adultos.
Com a participação de 16 pessoas em três serviços de acolhimento, o “Cores que Alimentam” buscou mostrar que a educação nutricional também é uma ferramenta de autonomia e cuidado.
Fonte: Prefeitura Municipal de Campinas — Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social. Informações divulgadas em 28 de outubro de 2026, às 17h56.
